Inaugurada em maio de 2024, a FLEXA faz sua primeira participação em uma feira ao levar para a ArtRio uma seleção de obras que reflete a vocação plural de seu acervo. Ocupando o maior stand desta edição, a galeria irá apresentar um conjunto trabalhos de cerca de 30 artistas no qual poderá ser visto uma diversidade de nomes de distintas gerações e territórios, com ênfase na produção contemporânea. Pinturas, esculturas, objetos e fotografias são reunidos em cinco momentos discursivos.
Um deles explora o alargamento do gênero da paisagem com obras que atualizam essa tradição com a utilização de materiais de naturezas diversas ou propondo formas e iconografias inusitadas [Janaina Tschape, Maria Helena Vieira da Silva, Miranda Zhang, Alex Červený, Ione Saldanha, Amadeo Lorenzato, Anísio O. Couto, são nomes que fazem parte deste momento]. Outra parte se debruça sobre o tema da floresta, em sintonia com acontecimentos recentes que têm impactado os debates ecológicos [Hélio Melo, Francis Alÿs, Claudia Andujar estão presentes aqui]. A geometria, tão cara às vanguardas brasileiras, é abordada em obras de nomes de distintas gerações [Mira Schendel, Amílcar de Castro, Cildo Meireles, Adriana Varejão, Luiz Zerbini comparecem nesse segmento]. Como contraponto, um grupo de trabalhos lança luz sobre a gestualidade contida nos processos de diferentes artistas, com atenção ao caráter expressivo e ao conteúdo subjetivo de suas obras [Iberê Camargo, Anna Maria Maiolino, Stanley Whitney e Sônia Gomes fazem integram essa seção]. Por fim, manifestações que evocam as cosmologias afro-brasileiras, com um conjunto de obras que lança mão da simbologia das religiões de matriz africana [Rubem Valentim, Emanuel Araújo, Mestre Didi exemplificam este momento].