Tomie Ohtake

Tomie Ohtake (1913, Quioto, Japão—2015, São Paulo, Brasil) é um dos principais nomes da arte abstrata no Brasil. Nascida no Japão em 1913, chegou ao Brasil em 1936, fixando residência em São Paulo. Foi nos anos 1950 que começou a pintar e, na mesma década, integrou o famoso Grupo Seibi, composto por artistas de ascendência japonesa. Após alguns anos de experimentações figurativas, a artista se volta para a abstração no final da década de 1950, linguagem que adota até o final da vida, em 2015.

Na década de 1980, a produção de Tomie Ohtake é caracterizada pelo uso de uma gama cromática intensa e contrastante em amplas formas geométricas produzidas em telas quadradas. Nessa fase, os contornos de suas formas são mais bem definidos e curvas bastante pronunciadas intensificam a sensação de movimento. A precisa definição da composição resulta de um procedimento adotado pela artista desde a década de 1970, que consiste em realizar recortar com uma tesoura pedaços de papéis em linhas curvas e retas que servem como guias para suas pinturas.

Tomie Ohtake participou de diversas edições da Bienal de São Paulo, além de bienais internacionais como a Bienal de Veneza (1972) e a Bienal de Havana (1984 e 1986). Suas exposições individuais ocorreram em prestigiadas instituições ao redor do mundo, como o Museu Hara de Arte Contemporânea e o Museu Mori de Arte Contemporânea, ambos em Tóquio, o Barbican Centre em Londres, o Bass Museum of Art em Miami, além dos principais museus brasileiros, incluindo o MASP e o MAM-RJ. Sua obra faz parte de importantes coleções como as do MASP, MAM-SP, MAM-RJ, MAC-USP, MAC-Niterói e a Pinacoteca do Estado de São Paulo, além de coleções internacionais como a Coleção Patricia Phelps de Cisneros.