Tarsila do Amaral

Tarsila do Amaral (1886, São Paulo, Brasil—1973, São Paulo, Brasil) foi uma das principais pioneiras da arte moderna no Brasil. Após estudar em Paris, onde entrou em contato com o cubismo, dadaísmo e futurismo, retornou ao Brasil e se uniu ao grupo modernista, incorporando à sua pintura elementos da cultura brasileira. Sua obra mescla o uso de cores vibrantes e formas geométricas, com temas ligados ao cotidiano e ao folclore nacional. Em 1928, pintou Abaporu, marco fundamental do Movimento Antropofágico. A partir daí, suas formas se tornaram mais orgânicas e seus temas mais oníricos, evidenciando um interesse crescente pelas lendas e narrativas populares do Brasil.

A artista teve sua primeira exposição individual no Rio de Janeiro em 1929 e, em 1931, apresentou seu trabalho em Moscou. Em 1950, o MAM São Paulo organizou sua primeira grande retrospectiva e, no ano seguinte, Tarsila foi premiada na I Bienal Internacional de São Paulo. Em 1969, participou da mostra retrospectiva Tarsila do Amaral: 50 anos de Pintura, apresentada no MAM Rio e no MAM São Paulo. Após sua morte, sua obra continuou a ser amplamente celebrada em exposições nacionais e internacionais, como Tarsila do Amaral: Inventing Modern Art in Brazil no MoMA (2018), Tarsila Popular no MASP (2019) e Tarsila do Amaral: Peindre le Brésil moderne no Musée du Luxembourg, com itinerância para o Guggenheim Bilbao (2024).

Suas obras integram importantes coleções, como o MoMA – Museum of Modern Art New York (USA); MALBA – Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires (Argentina); Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia (Spain); Musée de Grenoble (France); Hermitage Museum (Russia); as well as Brazilian institutions like MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand; MAM-SP – Museu de Arte Moderna de São Paulo; MAM-Rio – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Pinacoteca de São Paulo and MAC-USP – Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.