Inspiradas pelas formas da natureza, as pinturas e desenhos de Roberto Burle Marx (1909, São Paulo, Brasil—1994, Rio de Janeiro, Brasil) se fundem com a vida e a obra do paisagista e botânico. O estudo da natureza brasileira é central para a arte de Burle Marx. Ele trabalhou como botânico e pesquisador, viajando pelo país em busca de espécies de plantas, desde as do cerrado até as da Amazônia e aquelas do sertão nordestino.
Inicialmente caracterizada por naturezas-mortas com motivos da flora brasileira, entre 1939 e 1940, sua pintura incorporou soluções formais do Cubismo, com traços sinuosos e cores sóbrias. Ao pintar cidades, ele aplicava linhas retas, formas geométricas e cores discretas. A partir da década de 1950, passou a utilizar muitos tons de azul, verde e amarelo em telas abstratas.
Também produziu numerosos desenhos a tinta, inspirados no entrelaçamento de folhagens e galhos. Apesar de se inspirar na natureza, sua obra é essencialmente abstrata, marcada pelo uso da linha e da cor.
Sua obra faz parte de coleções privadas e corporativas tanto nacionais quanto internacionais, como o Museu de Arte de São Paulo (MASP), o Instituto Inhotim de Arte Contemporânea, o Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), a Coleção Gilberto Chateaubriand, a Coleção Roberto Marinho, e a Coleção do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).