Alfredo Volpi

Alfredo Volpi (1896, Lucca, Itália—1988, São Paulo, Brasil) é amplamente reconhecido como um dos grandes nomes da arte brasileira por sua originalidade e influência duradoura na pintura moderna e contemporânea. Sua obra é marcada pela fusão entre cultura popular e arte erudita, expressa por meio de uma linguagem geométrica própria e pelo uso de cores vibrantes, preparadas artesanalmente. Embora tenha dialogado com o concretismo, Volpi nunca se filiou a movimentos artísticos formais. Sua trajetória começou com paisagens e cenas naturalistas, mas, com o tempo, desenvolveu uma linguagem mais sintética, influenciada por suas viagens e por uma investigação contínua das relações entre forma e cor.

Sua presença em exposições foi constante, destacando-se sua participação em diversas edições da Bienal de Veneza (1950, 1952, 1954, 1962, 1964 e 2024) e da Bienal de São Paulo (1951, 1953, 1955, 1957, 1961, 1979, 1998 e 2013), além da Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa (1960). Em 1953, dividiu com Di Cavalcanti o prêmio de Melhor Pintura Nacional na Bienal de São Paulo.

Suas obras integram importantes coleções no Brasil e no exterior, como Museum of Modern Art — MoMA, EUA; Museo Reina Sofia, Espanha; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro — MAM Rio, Brasil; Museu de Arte Moderna de São Paulo — MAM São Paulo, Brasil; Pinacoteca de São Paulo, Brasil; e Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo — MAC USP, Brasil.