Abraham Palatnik

Abraham Palatnik (1928, Natal, Brasil—2020, Rio de Janeiro, Brasil) é figura central na consolidação da arte cinética e óptica no Brasil. Pintor, artista cinético e desenhista, integrou o Grupo Frente em 1954, ao lado de nomes como Ivan Serpa, Ferreira Gullar, Mário Pedrosa, Franz Weissmann e Lygia Clark. Com formação em engenharia, Palatnik desenvolveu investigações técnicas focadas na experimentação com o movimento e a luz, realizando proposições baseadas no fenômeno visual que tornaram seu trabalho conhecido ao longo de sete décadas de produção.

Participou de diversas edições da Bienal de São Paulo, Brasil (1951, 1955, 1959, 1961, 1965, 1967, 1969), além da 32ª Bienal de Veneza, Itália (1964). retrospectiva A Reinvenção da Pintura, apresentada em instituições como Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília, Rio de Janeiro, e Belo Horizonte; Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre; Museu Oscar Niemeyer, Curitiba; e MAM–São Paulo (2021–2013). Entre suas exposições coletivas, destacam-se: Sur moderno, MoMA (2019); The Other Trans-Atlantic: Kinetic & Op Art in Central & Eastern Europe and Latin America 1950s-1970s, Sesc Pinheiros, São Paulo, Brasil; Garage Museum of Contemporary Art, Moscou, Rússia; e Museum of Modern Art, Varsóvia, Polônia (2018–2017); e Delirious: Art at the Limits of Reason, The Met, Nova Iorque (2018).

Possui obras em importantes coleções institucionais, como: MoMA, Nova Iorque, EUA; MALBA, Buenos Aires, Argentina; Royal Museums of Fine Arts of Belgium, Bruxelas, Bélgica; Museum of Fine Arts, Houston, EUA; MAM–Rio de Janeiro, Brasil; e MAM–São Paulo, Brasil.